Como se tornar “gente grande”?

fev 10

Cá estou, novamente retirando as teias deste ilustre blog, visto que meus comparsas a muito debandaram do projeto inicial.
Nossa proposta, e início, era a veiculação de postagens, semanais, em que cada semana competia à determinada pessoa a escolha do tema, criando assim um fluxo constante de postagem.
Como se percebe… Bem…
Orelhas puxadas, bola pra frente.
Crescer é um lance muito difícil. Eu particularmente não gosto, pois implica em mudanças (será que eu pareço muito infantil?), das quais eu geralmente tenho certo receio.
Eu e minha esposa, mesmo depois de casados, optamos por continuar na casa de meu querido pai (abaixo, meu pai e seu tomo de sabedoria!).

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Esta escolha foi lógica: dois recém formados (que em um primeiro momento eram o futuro da nação e quase passaram a ser estatística), começando a vida já inseridos em um contexto acadêmico de pós-graduação e produção científica, cujos gastos eram consideráveis (em virtude da formatura, etc.) e receitas limitadas.
Fácil de escolher, certo?
Neste momento, cá estou eu a escrever, quando deveria responder um formulário para locar um imóvel, bem como reunir documentos necessários para confecção de um contrato de aluguel.
Isso implica em certidões, importunar amigos e familiares com xérox de documentos, assinaturas e uma rápida escapada do ambiente de trabalho.
E é neste ponto que eu fico p. da vida, entendem?
Eu preciso de um fiador. Pra quê? Eu sempre adimpli minhas dívidas, mas é requisito essencial para a garantia de que eu não caia na inadimplência.
Mas não basta arrumar um fiador. Este necessariamente deve possuir um imóvel! Hã? Por quê? Simples, para que dê o imóvel como garantia, abdicando de bom grado, na assinatura do contrato, dos benefícios legais de impenhorabilidade do bem de família, que a lei impõe, bem como renunciar ao benefício de ordem de execução ou mesmo de se exonerar da garantia que presta.
Explico.
Caso eu, “devedor contumaz”, não pague a minha dívida, em tese, deveria ser acionado pelo credor e, continuando a dever, nasceria o direito subjetivo deste mesmo credor em executar o fiador.
Neste caso, o fiador expressamente renuncia a este benefício de ordem, podendo ser executado imediatamente caso eu não pague o aluguel (quem aí pensou no “seu barriga” e seu famoso jargão?).
Por outro lado, a qualquer momento, o fiador pode requerer a exoneração da obrigação que presta, mediante uma simples notificação. Novamente, o formulário declara que este também renuncia ao poder de se exonerar, o que é contraditório: como se exonerar de se exonerar?
Não obstante ter que possuir imóvel próprio, o fiador ainda necessita que este seja “livre e desembaraçada”.
Este mesmo formulário, também, pressupõe que eu tenha, pelo menos, uns 35 anos:
1) Possui casa própria ( ) sim. ( ) NÃO, alugado. ( ) Aluguel atual: _________.
2) Onde paga o aluguel: ____________
3) Motivo da mudança: _____________
Importa?
Se eu fosse o advogado do locatário, colocaria estas mesmas exigências de modo a garantir os interesses de meu cliente. Mas é um saco.

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