Clube da Esquina

jul 03

A vida de gente grande não é fácil, mas tem suas vantagens (muito mais desvantagens, claro).
Após a regular mudança, o grande empecilho que tenho enfrentado não são as contas responsabilidades, mas sim a mudança de paradigma vivencial.
Sempre vivi em lugares mais afastados onde, na infância e adolescência, pudesse andar na rua sem problema, jogar bola até (não que eu efetivamente tenha jogado, mas vá lá que algumas vezes eu tenha arriscado), dentre outras molecagens.
Atualmente moro “no centro” (ou “prá cá da ponte”, segundo alguns camaradas) e o maior problema que enfrento mesmo é a poluição invisível. O barulho, a música, a gritaria, a falta de noção.
Não que estes sejam os únicos modos de poluição invisível. Na minha concepção, o pensamento também é ruidoso. É como uma interferência suprassensível, na melhor das descrições.
Vou tentar explicar.
Eu realmente não gosto de sertanejo, forró, axé e afins (se é que é possível criar tão ampla gama de classificações) e tenho sentido cada vez mais que as letras de músicas imbecis tenham “colado” em minha mente. Antigamente (leia-se, morando “pra lá da ponte”) eu mal sabia da existência de determinadas músicas. Enclausurava-me em meu fantástico mundo de Bobby e assim vivia feliz.
Até dormir parece mais difícil, pois os sonhos parecem mais conturbados, mais tumultuados. Difícil de explicar.
E o que isso tem a ver com o Direito? Nada. E é por isso que eu estou a desabafar.
=]

4 Comentários

  1. Juninho /

    “… já não fala mais da bota e no anel de Zapata,tudo o que você queria ser ou nada…” “… mas não importa, não faz mal, você ainda pensa e é melhor do que nada…” “…tudo o que você queria ser na estrada…”

  2. “Bondade a sua me explicar, com tanta determinação, exatamente o que eu sinto, como penso e como sou… Eu realmente não sabia que eu pensava assim…”

  3. Juninho /

    Que isso Ramirinho, ficou puto comigo??? O que escrevi é um trecho de uma música do disco homônimo a sua postagem.
    E é claro que não estou tentando atacar a sua integridade moral e muito menos intelectual!!!!
    Se você acha isso é porque realmente não me conhece em todos esses anos de amizade.
    O que fiz foi apenas uma brincadeira sobe a conversa que estávamos tendo no msn, pouco antes de sua postagem sobre música e sobre a brincadeira com o legião urbana.
    Abraço por trás.

  4. Que nada, mano. Nada contra você. De boa mesmo. Alias, comentei bem antes de conversar contigo no MSN.
    É basicamente um reflexo do que acontece com as músicas que eu citei.

    Um “upa” pr’ocê.

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